Acho que foi um grito que depois se tornou calado. Ele apenas se ressentiu. Abaixou sua cabeça e eu lhe pedi desculpas. Acho que foi um diálogo um pouco apaixonado que tivemos, longe dali. Desculpe, eu não sou sua sinhazinha. Mas ele estava ali, com sua alma esbranquiçada e sem entender que sua missão era de uma desconfortável guerrilha silenciosa de se incomodar em ser único ali e não agir para sua própria autonomia e me entregar bilhetes. Desculpa, eu até me coloquei no seu lugar e durante muito tempo, não fomos amigos, você era só o anjo que me acompanhava nos intervalos e eu o anjo das sete cores do arco-íris. Então, eu sai dali, e te deixei abandonado, mas nem sempre tão abandonado assim, pois você, era atraído pelas sete cores do infinito e a essas sete cores se chamam harmonia. Não, eu não tinha que te enviar a ração de todos os dias. Eu tinha que dizer apenas, olha eu sou tua amiga, eu te vi com os teus olhos. Mas sabe aquela goiabada chamada Zélia, eu amo!